abril 26, 2009


Lágrimas abatem-se nas minhas vidraças… Lágrimas de um céu cinzento. Mesmo que alguns raios luminosos teimem em trespassar a escuridão.
Tudo é irrelevante e o Inverno chora... Um grito molhado pelo que não choramos. Chora por cada um de nós, como se fosse uma catarse.
Se um dia pudesse conversar com o Inverno perguntar-lhe-ia porque se dá ao trabalho de chorar por nós.

Um dia a Primavera surgirá com a renovação prometida sem que nos apercebamos. A natureza renova-se sem nos pedir permissão, sem nós. E será com o calor do Verão que chegará uma leve sensação de equívoco. Não que nos apercebamos dessa sensação. Apenas a humidade latente que nos enleia - a par de uma lassidão que não nos abandonará até que o calor abdique - é como o “tic tac” silencioso mas inexorável de um relógio. E é então que começa o cair da folha. E de novo o circuito se encerrará até o Inverno se imiscuir por nós adentro, chorando… chorando pelo que ficou por fazer, por nós, pelos nossos destroços.



3 comentários:

Conceição disse...

já sentia forte saudade de teus belíssimos textos.
Posso usar depois no meu tmarts.wordpress.com, no local de textos de 3ºs?
Bjs menina linda
Luz e paz contigo

Elcio disse...

até lá, há q juntar os caquinhos.

www.instantes.blogger.com.br
Este é o endereço q vale ok?

É isso aí.
Bj e otima semana

Anónimo disse...

Ó fofa Raquel
Presunção e água...Porque há-de o Inverno chorar por nós?
Chora mas é por ele mesmo.
Chora de frio e de medo da sombra, da escuridão. E despe-se deixando a roupa no chão, biodegradável, felizmente.
JM