fevereiro 13, 2004

E a minha cara de espanto?

A chave girou na fechadura.
Estava à espera de desperdiçar alguma frustração à procura do telemóvel dentro mala. Para te poder acordar. Para me abrires a porta. Para me dares um valente raspanete por te fazer sair da cama. Mas a chave girou suavemente na fechadura e entrei acompanhada pelos miados felizes da gata.

Não imaginas a minha cara de espanto ao chegar ao quarto, ao olhar para a cama quase vazia.
Por onde andas quando dizes que não consegues dormir sem mim!?
Que ironia... O edredon é o mesmo... Eu sou a mesma... E até a gatita mia feliz da mesma maneira.
Mas tu perdeste neste minúsculo enquadramento de tempo, o direito de me recriminar, quando eu encontrar no nosso mapa, uma estrada diferente da tua.